A Júlia pensou ter ouvido Deus dizer: «Vai e põe-te com a cabeça no
chão e os pés para o ar junto da máquina automática de vender bebidas no
supermercado local.»
Isso era um disparate! Ela estava obviamente a ficar fanática.
O seu pastor tinha dado início a tudo isso. Naquela semana ele dissera
na igreja: «Aqui está uma sugestão. Quando acabarem de orar cada manhã,
digam a Deus que estão a ouvir no caso de ele querer dar-vos uma ideia.»
A Júlia pensou que isso era diferente, porém, o pastor citou um texto
no qual Jesus disse: «As minhas ovelhas ouvem a minha voz.»
Ela
decidiu experimentar isso, e na manhã seguinte, depois de orar, ela teve
a percepção real que Deus lhe dizia: «Vai ao supermercado local e
põe-te com a cabeça no chão e os pés para o ar junto à máquina
automática de vender bebidas.»
Mas ela pensou que isso não
passava de imaginação da parte dela. Por isso riu-se da ideia. Talvez
Deus estivesse a tentar dizer-lhe para ler simplesmente a sua Bíblia.
Ela foi para as suas actividades diárias.
Mas quando passava em
frente ao supermercado, ocorreu-lhe de novo a mesma ideia. Ela pensou:
Estou a ficar louca, a tornar-me uma fanática religiosa. Porém, a ideia
continuou a perturbá-la toda aquela manhã.
Finalmente,
precisamente antes do almoço, ela pensou: Não vou conseguir paz quanto a
isto. Eu pedi realmente a Deus – e pôr-me de cabeça no chão e os pés no
ar não é contra a lei ou a Bíblia. Se fizer figura de atrasada mental,
poderei sempre fazer compras noutro local qualquer no futuro.
Ela entrou no supermercado, nervosa e sentindo-se uma idiota.
Aproximou-se da máquina automática de venda de bebidas. Colocou as mãos
no chão. Esticou as pernas para cima. (Não penses mal dela, ela estava
vestida com calças blue jeans).
E ela ficou durante alguns momentos de cabeça no chão e pés no ar junto à máquina automática de vender bebidas.
Vendo o mundo de pernas para o ar, ela viu duas botas pretas, pesadas,
junto dela. Ela olhou para cima. Calças azuis, um cinturão preto grosso
com uma pistola e algemas nele, uma camisa azul com divisas e um crachá
com a palavra: Segurança.
Ela pôs os pés no chão, levantou-se – e viu a face do guarda molhada de lágrimas.
A Júlia disse: «Olhe, desculpe se realmente o perturbei. Eu só estava...»
«Não», disse ele. «Está bem. É incrível. Tu deves conhecer Deus.»
«O quê? Um, sim.»
«Sabes, o meu casamento acabou, e sinto-me tão perturbado que a noite
passada apontei para mim mesmo esta arma. Quando estava para puxar o
gatilho, lembrei-me da Escola Dominical quando era criança, e aí me
diziam que Deus me amava. Assim, na noite passada, eu disse: ‘Muito bem,
Deus, se Tu estás aí mesmo, aqui está a tua última oportunidade para
provares que cuidas – faz alguma coisa realmente fora do comum, e assim
saberei que não se trata de uma coincidência. Vejamos... Se Tu me amas,
quero que alguém entre no supermercado amanhã e se coloque com a cabeça
no chão e os pés no ar junto à máquina automática de vender bebidas.’»
Ele então disse: «Eu acredito que Deus está a tentar dizer-me alguma coisa.»
A Júlia disse: «Porquê não lermos a Bíblia juntos e descobrir o que é.»
Ela acabou por salvar a vida do guarda, e conduzi-lo igualmente à vida
eterna.
A Júlia estava decidida a ouvir cada dia, e se não for contra a lei ou a Bíblia, ela vai fazê-lo.
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